Poderia escrever várias coisas aqui,
E várias acolá,
Poderia encher de palavras várias páginas
Letras descompassadas,
Sem ritmo
Dançando uma balada na folha
Onde cada verso
Inventa seu passo.
Poderia encher seus olhos de lindas escritas
Milhões, trilhões, zilhões
Termos dispostos sem rima
Destruir o encanto da poesia
Que considero a maior obra – prima.
E de repente, não mais que de repente.
Viver por ai contente,
Escrevendo versos
Estribilhos, estrofes, rondós
Escrever desesperadamente
Fazer versos tetrassílabos
Pentassílabos
Alexandrinos.
Sem saber ao menos a métrica em um soneto
Mas, toda essa complexidade.
Confunde demais essa pobre aprendiz.
Prefiro escrever meus versos livres e brancos.
Escrever os versos que sempre fiz.
Por: Camila A.
O mundo é dos espertos?
Há 16 anos

Um comentário:
encontre a sua voz. branca, livre, sua. mas lembre-se sempre: é necessário saber o paradigma para rompê-lo. sua voz é livre, é branca, é suave, no entanto, para defendê-la, é necessário saber dizer o porquê de não querer a voz-cor, a voz-presa, o interdito da vozpalavra. Rimas, métricas, ritmos não são, de forma alguma, para desanimar, mas para instigar e saber que a linguagem nos traz possibilidades inimagináveis e é preciso torná-las um brinquedo do conhecimento humano, é preciso abrir o ludismo-cérebro e enxergar a partir dele. E disso eu sei que você é extremamente capaz. Parabéns pelo blog, está lindo.
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